terça-feira, 2 de agosto de 2011

sexta-feira, 20 de maio de 2011

NAÇÃO DE CABINDA NO RIO GRANDE DO SUL

Nação Cabinda

A nação Cabinda, originária de Angola, adotou o panteão dos Orixás Iorubas, embora estas divindades Bantus teriam como nome correto Inkince.
Os Inkinces são para os Bantus o mesmo que os Orixás para os Yorubás, e o mesmo que os Voduns são para os Jêjes. Não se trata da mesma divindade, cada Inkince, Orixá ou Vodum possui identidade própria e culturas totalmente distintas. A linguagem ritual originou-se predominantemente das línguas Kimbundo e Kikongo; são línguas muito parecidas e ainda utilizadas atualmente. O Kimbundo é o segundo idioma nacional em Angola. O Kikongo, provém do Congo, sendo também falado em Angola.
Aqui no Rio Grande do Sul a raiz forte da Cabinda foi o Sr. Valdemar Antonio dos Santos, filho do Orixá Xangô Kamucá Baruálofina; e uma de suas descendentes foi a Sra. Madalena de Oxum, que se destacou grandiosamente dentro desta nação.
Outros que se iniciaram pelas mãos de Valdemar de Xangô, e alguns, com sua morte passaram para as mãos de Mãe Madalena de Oxum: Pai Tati de Bará, Mãe Palmira de Oxum, Ramão de Ogum, Moacir de Xangô (tinha o apelido de Guri Bontito), Pai Mario de Ogum e Pai Nascimento de Sakpatá, oriundo de outra nação. Depois foram surgindo outros ícones da nação Cabinda, onde podemos citar Pai Romário de Oxalá, filho de santo de Mãe Madalena de Oxum; Mãe Olê de Xangô, mulher de Pai Tati de Bará; Pai Henrique de Oxum, enteado e filho de santo de Mãe Palmira de Oxum; Pai Adão de Bará de Exu Biomi; Pai Cleon de Oxalá; Antonio Carlos de Xangô, Alabê e Babalorixá, Mãe Marlene de Oxum, filha de santo de Pai Romário; Pai Paulo Tadeu de Xangô; Pai Genercy de Xangô; Hélio de Xangô, Pai Adão de Bará; Didi de Xangô; João Carlos de Oxalá, de Pelotas; Juarez de Bará; Pai Gabriel de Oxum, que foi um grande Babalorixá da Nação Cabinda, filho de santo de Romário de Oxalá; Lurdes do Ogum; Enio de Oxum, também da casa de Pai Romário; Luiz vó da Oxum Docô, foi filho de santo de Pai Romário de Oxalá; Ydy de Oxum, filho de santo de Pai Henrique de Oxum, entre muitos outros que conservam, ainda, os fundamentos desta Nação tão importante nos rituais Africanos do Sul.
Os praticantes da Nação Cabinda também se valem dos rituais da Nação Ijexá, já que esta última é atualmente a modalidade ritual predominante aqui no Rio Grande do Sul; a diferença se dá basicamente no respeito à memória de seus ancestrais e a outros fatores como o início dos fundamentos da Nação Cabinda, que é justamente onde termina os das outras Nações: o cemitério.
O Orixá Xangô é considerado Rei desta nação, e é o dono dos Eguns, juntamente com Oyá e Xapanã; E o culto aos Eguns é tão forte que na maioria dos terreiros desta nação, se encontra o assentamento de Balé (culto aos Eguns); Os filhos de Oxum, Yemanja e Oxalá, podem entrar e sair de cemitérios quando necessário for, sem nenhum prejuízo a sua feitura, já nas outras nações estes só entram no cemitério em extrema necessidade; Se estiver acontecendo uma festa num terreiro de Cabinda, e se o Orixá Xangô, tendo recebido oferendas de quatro pés, e vier a falecer algum membro da casa ou da família religiosa, não ficará a obrigação prejudicada, conforme acontece nos outros terreiros, nos quais teriam que interromper toda a obrigação.
Os Orixás cultuados na Nação Cabinda são os mesmos da Nação Ijexá acrescentando Bará Elegba, Oyá Dirã e Oyá Timboá que são cultuados em alguns terreiros desta Nação. Na maioria das vezes as oferendas também são iguais com pouca diferença como por exemplo a obrigação do peixe que em alguns terreiros de Cabinda oferecem Pintado a determinados Orixás, que no Ijexá damos Jundiá.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

REZAS

ORIXAS DE MATO
    ODÉ - OTIM
Ossampa erepê amam oluro erepê
Responder: Ossampa erepê amam oluro erepê
Mineró mineró Odé mineró Odé o
Responder: Mineró mineró Odé mineró Odé o
Odé omota
Responder: Otimboró Odé
E mota é mota timboró
Responder: Odé omota timboró
Odé omata
Responder: Timbaró Odé
Ajacuna pamirô ajacuna ajacuna pamirô o ajacuna olemote emote afarireo ajacuna pamirô
Responder: Ajacuna jamirô ajacuna ajacuna pamirô o ajacuna olemote emote afarireo pamirô
Olemote emote afarireo
Responder: Ajacuna pamirô
Odé pamilaro
Responder: Odé pamilaro
Odé pamilaro safamodé
Responder: Pamilaro safamodé
E aba o aba Odé
Responder: Ara çoçô a Odé
Cecarelê cacarelê
Responder: Ace ace carelê
Digalaire lairepe diagalaire lairepê digala
Responder: E epê digalaire lairepê digala
Ebereçulá ebereçulo ebereçulá ae ao
Responder: Ebereçulá ebereçulo ebereçulá ae ao
Otim e ae
Responder: E ae
Otim acarô
Responder: Acorô
Otim abeçu
Responder: Acorô
Eloamachite adibeô
Responder: Eloamachite adibeô
Beni beni seodéo beni beni seodéo acacao dão cunfarerê beni beni seodéo
Responder: Beni beni seodéo beni beni seodéo acacao dão cunfarerê beni beni seodéo
E a coquino quê
Responder: Oquê acoquino oquê o quê
Odé cemalaia ceçumalé Odé cemalaia ceçumalé
Responder: Oro oro cundê cemalaia ceçumalé
Ogum béo
Responder: Ogum béo
E edipê
Responder: Adioê
Adioelo
Responder: Adioelogum
Colimote coni chabim
Responder: Otim
Elibobô é com eleci com eleci ocutaô
Responder: Elibobô é com eleci com eleci ocutaô
JEJE
Eleoabrequete o abrequete oara
Responder: Oia bobô e o abrequete o abrequete oara oiá bobô
OBÁ
Erunselé erunselé babairaô
Responder: Erunselé erunselé Jabairaô
Anagorô anagorô babairao
Responder: Anagorô anagorô babairaô
Erunré olegobunlero coquinabá
Responder: Erunré olegobunlero coquinabá
Labata
Responder: Alabata
Labata
Responder: Cochererê
Acachopadomirô coco acachapadomirô é inho
Responder: Labae acachopadomirôé inho
Oconi chaléu
Responder: Iá iá ode
Sapadoro
Responder: Cominhãnhã
Sapadoro
Responder: Caminhãnhã
Sapadoro
Responder: Cominhãnhã sapadoro c ominhãnhã
Obabaomi
Responder: Oiassueni
Obabaomi
Responder: Oiassueni
Obabaomi
Responder: Oiassueni obabaomi oiassueni
JEJE 
Obá Onixangô Xangô de Obá obá Nerim 
Responder: Obá Onixangô Xangô de Obá obá Nerim

OSSANHA
No ajucuna baumi
Responder: No ajeuá no ajaim
Esseliná babá omam sueliná babá
Responder: Esseliná babá omam sueliná babá
Ossanha daimorê
Responder: Airomaio daimorê ariô
Daimorê
Responder: Airomaio daimorê ariô
Ossanha baichorô elomaio baichorô elomaio
Responder: Ossanha baichorô elomaio baichorô elomaio
No alaleio
Responder: Oia o agaleio erunfé
Ossanhim checo chereco
Responder: Chereco chereco checo
Eu eu itabor Ossanha borisô
Responder: Eu eu itabor itabor Ossanha borisô
Eu eu Ossanha saebó
Responder: Eu eu Ossanha saebó eu eu
Ossanha saebó
Responder: Eu eu Ossanha saebó eu eu
Oapecó sumarum
Responder: Oapecó sumaroxum
Aladao benfara daumiçaue obemfara rarico
Responder: Aladao benfara daumiçaue obemfara rarico
E é com fã é com fã
Responder: E é com fã é com fã
Ossanha bemarutê
Responder: Ossanha bemaruquefé
Ossanha no ajequim no ajequim babalodocum
Responder: Ossanha no ajequim no ajequim babalodocum
No agaleio no agaleio no agaleio erunfé no agaleio erunfé Ossanha de marunquefé
Responder: No agaleio no agaleio no agaleio erunfé no agaleio erunfé Ossanha de marunquefé
Onimoco
Responder: Vamos quereque
Oimicero eró
Responder: Vamos quereque
Oimicero eró
Responder: Eró oimiceró eró eró
Ire ababa omarm
Responder: Irê ababa omam irê
Ossanhará ofenite obenito totô
Responder: Ossanhará ofenite obenito totô
Oriquié macum orô
Responder: Ossanha ossanhesi
JEJE
Ossanha sarue dai assarue
Responder: Dai assurue dai assarue
Otim otimdeuá ossanhará otimdeuá
Responder: Otim otimdeuá ossanhará otimdeuá otim otimdeuá
Ossanha serebuá sapatá bocerebuao
Responder: Oia oia boduma Ossanha serebuá
Oiá oiá bouma
Responder: Ossanha serebuá
Ossanha de Ogum lai lai Ossanha de Ogum lai lai
Responder: Ossanha sarue e de Ogum lai lai
Bele ossanhim Bele
Responder: Ao ao Bele ossanhim ossanhim Bele ao ao
Soueli Soueli
Responder: Acençura anareuá
Sou sou Itagiba
Responder: Acençura aiçareuá Sou Itagiba
Acençura Anarecuá
Responder: Sou Itagiba
XAPANÃ
Assagero iafuao abauorumalé
Responder: Assagero iafuao abauorumalé
Elemobelefa chorou imobelefa chorou
Responder: Elemobelefa chorou imobelefa chorou
Eleafamã balanã
Responder: Assagero baoni oniobá assagero baoni
Ae ae ocorumã ocuramã alábami baorô
Responder: Ae ae ocorumã ocorumã afábami baorô
Assuiça selo selo
Responder: Assuiça selo selo
Assuiça colo colo
Responder: Assuiça selo selo
Lepô lepô lepô
Responder: Colejam jan colejan
Ninha ninha ninha
Responder: Cole janjan colejan
Emudiá mudiá mudiá cotan
Responder: Emudiá mudiá mudia cotan
Acaraloque loquê loque
Responder: Acaraloque loquê loque
Xapanã obéao Orixá obéleo
Responder: A ae orumaléo
Sapatá cutami
Responder: Olomilao
Sapatá coebami
Responder: Olomilao
Sapatá obenite
Responder: Sapatá obeni obenite
Elebaráonite obelao baráonite obelao
Responder: Ele dandá baráonite obelao
Belojá belojó ololinha
Responder: Belojá belojó ololinha
Vamo dela ibaba lecho
Responder: Vamo dela ibaba lecô
Lebô lebô lebô lebô
Responder: Carembó carembó
Xapanã ae xapanã mandou quere xapanã mandou quere eo quere ae ae
Responder: Xapanã ae Xapanã mandou quere Xapanã mandou quere ae ae
Equereque maitá
Responder: Equereque maitá
A copa oadê
Responder: Lonoribá lonorixé
Sapatá sabauê anaisô onisobô
Responder: Sapatá sabauê anaisò onisobô
Sabauê sapatá manda sunsê obochiche na suréba Xapanã abeçae
Responder: Sabauê sapatá manda sunsê obochiche na suréba Xapanã abeçae
Bará Bará nichorô sapatá luquelema nichorô
Responder: Bará Bará nichorô sapatá luquelema nichorô
Bará serácunê sassaruê onipéo bará seracundê sassaruê onipéo
Responder: Bará serácunê sassaruê onipéo bará seracundê sassaruê onipéo
Oara moquelema cobeoara moquelema moquelema cobeoara moquelema co
Responder: Oara moquelema cobeoara moquelema moquelema cobeoara moquelema co
Mocequéba mocequéba amorisô eae mocequêba mocequéba amorisô aeae mocequéba mocequéba amorisô ae ae omocequéba mocequéba amorisô olebará
Responder: Mocequéba mocequéba amorisô eae mocequêba mocequéba amorisô aeae mocequéba mocequéba amorisô ae ae omocequéba mocequéba amorisô olebará
JEJE
Iemanjá chegou sumabeum amarerô
Responder: Iemanjá chegou sumabeum amarerô
Gamarusu beo eo
Responder: Gamarusu beo eo
Quando gama chegou calmai o pepe calmai o pepe sapatá quando gama chegou
Responder: Quando gama chegou calmai o pepe calmai o pepe sapatá quando gama chegou
Abonisô sapataniséo ae
Responder: Aguaniséo ae sapataniséo ae
Sabauê sabauê amorisô ae amorisô nanaberequeti amorisô
Responder: Sabauê sabauê amorisô ae amorisô nanaberequeti amorisô
Soi soi sapatami soi soi sapatami
Responder: Ariaraue Ogum lai lai lai
Baia quebaiaiô
Responder: Baia quebaiaiô
Gama jarro jarrô gama jarro jarrô sapatá cutami
Responder: Gama jarrô jarrô gama jarrô jarrô sapatá cutami
Alupô
Responder: Pá pá
Alupô
Responder: Amasepé

domingo, 13 de junho de 2010

ÁRVORE GENILÓGICA DA CABINDA NO RIO GRANDE DO SUL

ESSE SÃO AS PESSOAS QUE FIZERAM A IMANTAÇÃO DA RELIGIÃO AFRICANA DE CABINDA NO RIO GRANDE DO SUL PODEMOS CITAR DIVERSOS NOMES QUE CONTRIBUIRAM E AINDA CONTRIBUI PARA O CRESCIMENTO DESTA RELIGIÃO DOS ORIXAS.






(POSTÚMA)VALDEMAR D´XANGÔ CAMUCÁ (CONSIDERADO REI DA NAÇÃO DE CABINDA NO RIO GRANDE DO SUL)
(POSTÚMA)PALMIRA D´OXUM EPANDÁ
(POSTÚMA)HENRIQUE CASEMIRO D´OXUM PANDÁ
(POSTÚMA) JOÃO CARLOS FLORES D´OXALÁ
(POSTÚMA)  PAI SANDRO D´ BARÁ

PODEMOS CITAR VARIOS NOMES QUE SEGUIRAM DESDE VALDEMAR D`KAMUCÁ BARUÁLOFINA TAIS COMO :
DE BARÁ: NAZARIO, OTACÍLIA, TUIA, NENENA AIRTON...    

DE OGUM: GUARACÍ, ODILON, HELÍO., IVÓ, TUREBÁ...          

DE OIÁ: JAIME, NORMA, GRINGA,

DE XANGÔ:CLOVÍS (PELOTAS), DIDI...  

DE ODÉ E OTIM: ELVIRA, OTOMAR, CIÇA, ZIZA, LUIZ ...         

DE OBÁ: MARLENE, LISA...                                                             
    
 DE OSANHA: NAIR, JOÃOZINHO, MIRO, AMARELO...                  

DE XAPANÃ:ANTONIO, GRATULINA, DINORÁ, BELA..           

DE OXUM: AILTON, ALEXANDRE, LUIZ CARLOS...                   

DE IEMANJÁ: ODILON ENÍ, PAULINHO, NILZA...                     
           D
E OXALÁ: ROMARIO, JORGE, PAULO, NECI(PELOTAS)...                
      
        
   
         

        
    
       
 


terça-feira, 1 de junho de 2010

RESPEITO SIM ! TOLERÂNCIA NÃO !


Respeito Sim! Tolerância Não!


Neste lugar estão aqueles que não aceitam a tolerância em quaisquer tipos de escolhas, de opções, de sexualidade, de religiosidade, de naturezas.

Este é o movimento dos “basta!”, “chega!” e “não!”.

Basta de falsa paz, de falsa aceitação. Basta de hipocrisia e de medo.

Chega de falsidade, de olhares tortos. Chega de querer que todos tenham as mesmas escolhas e os mesmos caminhos.

Não à convivência forçada, não ao moralismo pobre. Não ao individualismo e ao preconceito.

Aqui estão os que rejeitam a tolerância, pois ela é o limite da coexistência. É o fósforo próximo à pólvora. O punho cerrado frente às diferenças.

Por isso, não queremos ser tolerados.

Exigimos RESPEITO.

CONFIRA O BLOG DE PAI PEDRO DE OXUM DOCÔ
http//respeitosimtolerancianao.blogspot.com/

vamos fazer a diferença e lutar pelos nossos direito religioso, tanto se fala no brasil em acabar com o preconceito, mas a sociedade nos puni com ações que nós comprime em relação a nossa fé e opção religiosa. isso tem que ter um basta, mas devemos nos religiosos afirmar essa corrente pela luta de nossos direitos.

gostaria em meu nome de Bábáloríxá e dos Bábáloríxás da minha Goa, dar os parabéns a essa figura fantastica que e o SR° Pedro D´ Oxum Docô de Poa, por dar seguimento a essa luta.

domingo, 30 de maio de 2010

ARQUETIPO DOS ORIXAS/PESSOAS


FILHOS DE BARÁ

Os filhos de Bará possuem um caráter ambivalente, ora são pessoas inteligentes ou compreensivas com os problemas dos outros, ora são bravas, intrigantes e ficam muito contrariadas. As pessoas de Bará não tem paradeiro, gostam de viagens, de andar na rua, de passear, de jogos e de bebidas. Quase sempre estão envolvidas em intrigas e confusões. Guardam rancor com facilidade e não aceitam ser vencidas. Por isso para ter-se um amigo ou um filho de Bará é preciso que se tenha muito jeito e compreensão ao tratar-se com ele.

FILHOS DE OGUM

Não é difícil reconhecer um filho de Ogum. Tem um comportamento extremamente coerente, arrebatado e passional, aonde as explosões, a obstinação e a teimosia logo avultam, assim como o prazer com os amigos e com o sexo oposto.
Os homens e mulheres que têm Ogum como seu Orixá de cabeça, vão ter comportamentos diferentes, de acordo com os segundos e terceiros Orixás que os influencia adjuntós (adjuntores). De qualquer forma, terão alguns traços comuns: são conquistadores, incapazes de fixar-se nu mesmo lugar, gostando de temas e assuntos novos, conseqüentemente apaixonados por viagens, mudanças de endereço e de cidade. Um trabalho que exija rotina tornará o filho de Ogum um desajustado e amargo. São apreciadores das novidades tecnológicas, são pessoas curiosas e resistentes, com grande capacidade de concentração no objetivo em pauta; a coragem é muito grande, a franqueza absoluta, chegando mesmo à falta de tato.

FILHOS DE IANSÃ

Arquetipicamente, Iansã é a mulher guerreira que, em vez de ficar no lar, vai à guerra. São assim os filhos de Iansã, que preferem as batalhas a grandes e dramáticas ao cotidiano repetitivo.
Costumam ver guerra em tudo, sendo, portanto competitivos, agressivos e dados a ataques de cólera. Enfrentam a guerra do dia-a-dia, os filhos de Iansã costumam ser meio individualistas, achando que com a coragem e a disposição para a batalha, vencerão todos os problemas, sendo menos sistemáticos, portanto, que os filhos de ogum.
São quase que invariavelmente de Iansã, os personagens que transformam a vida num buscar desenfreado tanto de prazer como dos riscos.
Ao mesmo tempo, quando rompem com uma ideologia e abraçam outra, vão mergulhar de cabeça no novo território, repudiando a experiência anterior de forma dramática e exagerada, pode acontecer com os filhos de Iansã num dado momento de sua vida, tão ou mais radical ainda que a anterior.
O temperamento dos que têm Oyá como Orixá de cabeça, costuma ser instável, exagerado, dramático em questões que, para outras pessoas não mereceriam tanta atenção e, principalmente, tão grande dispêndio de energia.
São do tipo Iansã, aquelas pessoas que podem ter um desastroso ataque de cólera no meio de uma festa.
Como esse arquétipo que gera muitos fatos, é comum que pessoas de Iansã surjam freqüentemente nos noticiários. Ao mesmo tempo, é um caráter cheio de variações, de atitudes súbitas e imprevisíveis que costumam fascinar (senão aterrorizar) os que os cercam e os grandes interessados no comportamento humano.Os Filhos de Iansã são atirados, extrovertidos e chocantemente diretos. A longo prazo, um filho de Iansã sempre acaba mostrando cabalmente quais seus objetivos e pretensões.
São muito ciumentos, possessivos, muitas vezes se mostrando incapazes de perdoar qualquer traição.
Ao mesmo tempo, costumam ser amigos fiéis para os poucos escolhidos para seu circulo de mais íntimo.
Um problema, porém, pode atrapalhar tudo: a inconstância com que vê sua vida amorosa.
Todas essas características criam uma grande dificuldade de relacionamentos duradouros com os filhos de Iansã, não há ética que segure os filhos de Iansã, dispostos a destruir tudo com seu vento forte e arrasador.

FILHOS DE XANGÔ

Pessoa forte com discreta tendência a obesidade, com estrutura óssea bem desenvolvida, sendo fácil identificado visualmente, pela aparência ou modo de andar. A mulher, filha de Xangô, tem tendência a falta de elegância, não que tenham dificuldade de reconhecer roupas bonitas, tendo muitas vezes uma vaidade intrínseca especial, que custa caro. Por causa do tipo físico de Xangô, suas filhas, tendem a ter um jeito masculino de andar, não caracterizando preferência sexual.
Seus filhos são mulherengos (os homens), já suas filhas são belíssimas amantes, não costumam ser conhecidas socialmente e não são dadas a aventuras. São honestos e sinceros em seus relacionamentos mais duradouros, pois o sexo, para eles é de vital importância, porém depois de satisfazer o desejo, o coloca em segundo plano.
Apresentam altas doses de energia e grande auto-estima, julgando-se importantes. Suas opiniões são decisivas, em quaisquer situações ou assuntos, sendo às vezes egocêntricos.
Quando chamado a opinar, opinam segundo seu modo de ver e entender o caso, dando a última opinião ou veredicto e terminam o assunto, deixando a outra parte sem saber o que fazer. Quase sempre intervem de forma violenta, em suas opiniões, resolvendo tudo de forma demolidora e rápida, e neste momento, quando todos acatarem sua resolução, retoma seu comportamento usual.

FILHOS DE ODÉ

O filho de Odé apresenta em seu arquétipo as características atribuídas ao orixá. Representa o homem impondo a marca sobre o mundo selvagem, nele intervindo para sobreviver, mas sem alterá-lo. Odé desconhece a agricultura, não muda o solo para nele plantar, apenas recolhe o que pode ser imediatamente consumido, a caça.
Psicologicamente identifica-se um filho de Odé pela sua necessidade de independência, sua necessidade de serem livres. Os filhos de Odé normalmente se comportam como um caçador à espreita, tem gosto pelo silêncio e observação, geralmente associados, entretanto, a pessoas jovens e ágeis, tanto mental como fisicamente. Possuem grande capacidade de concentração e firme determinação de alcançar seus objetivos, além da paciência típica do caçador para aguardar o momento certo do ataque.
Assim como o orixá, seus filhos não são guiados pelo poder ou ambição, mas sim pela simples necessidade de sobrevivência, não sonham muito, mas sabem exatamente quando e como agir para alcançar seus objetivos. São muito discretos quanto as suas sensações e seus comentários, são pessoas reservadas, não gostam de julgar ninguém.
Não se entusiasmam em trabalhos de equipe, preferem estar sozinhos, porém com grande senso de responsabilidade, pois seu traço principal é o de provedor. Podem ser paternais, porém não no sentido de intimidade com a família, mas sim aquele que trabalha para que nada lhes falte. Os relacionamentos para os filhos de Odé normalmente são entendidos como a soma de duas individualidades que nunca se misturam, sendo assim sempre buscam pessoas que, assim como eles, possuam o gosto pela liberdade e camaradagem.
Na vida social são pessoas muito alegres e extrovertidas, gostando de viver sozinhas e preferindo receber um grupo limitado de amigos. São o tipo coerente com as pessoas que lidam em com a realidade material, sonham pouco, têm os pés ligados à terra.


FILHOS DE OBÁ

As Pessoas pertencentes a este Orixá são lutadoras, bravas, um tanto agressivas, o que as levam a serem pouco compreendidas. Frequentemente tendem a ter experiências infelizes e amargas. São ciumentas, pois são muito zelosas com tudo o que lhes pertencem. Porém, pessoas de grande valor e dedicação. Tendem a alcançar os seus ideais no sentido mais material do que sentimental, embora encontrem a razão e compreensão para suas frustrações no sucesso material.

FILHOS DE OSSANHE

O arquétipo psicológico associado a Ossanhe é o das pessoas de caráter equilibrado, capazes de controlar seus sentimentos e emoções.
Os filhos de Ossanhe são aqueles que não permitem que suas simpatias e antipatias subjetivas e individuais intervenham em suas decisões ou influenciem as suas opiniões sobre pessoas e acontecimentos.
Essa capacidade de discernimento frio e racional, porém, é o responsável pela sua falta de interesse em mexericos ou falatórios. O tipo de Ossanhe é o de mais reservado. Não é introvertido, mas não se faz notar pela atividade social.
O filho de Ossanhe tem certa atração pela religiosidade e pelos aspectos ritualísticos da realidade em geral. A ordem, os costumes, as tradições e os gestos marcados e repetitivos, o fascinam, não no sentido especificamente reacionário das pessoas que querem a repetição das mesmas e imutáveis relações sociais ad eternum, mas no que elas têm de místico, de teatral. É conseqüentemente, meticuloso nunca se deixando levar pela pressa ou pela ansiedade, pois é caprichoso.

FILHOS DE XAPANÃ

Os filhos de Xapanã são: ”pessoas que não conseguem viver satisfeitas quando tudo vai bem para elas. Podem até atingir uma bela situação material e em um belo dia, rejeitar tudo, por causa de certos escrúpulos imaginários. São pessoas que, em certos casos, se sentem capazes de consagrar o bem-estar aos outros, fazendo completa abstração de seus próprios interesses vitais”.
É possível a autopunição dos filhos de Omulú, principalmente em seus casamentos, pois não é raro apaixonarem-se por pessoas extrovertidas e sensuais, como as filhas de Oxum ou Iansã, que ocupam naturalmente o centro do palco, reservando ao parceiro um papel mais discreto. Gostam de ver a pessoa amada brilhar, porém a invejam, vivendo com muita insegurança.
Os filhos de Omulú, como os de Ossanhe, cultuam sua individualidade, são austeros e causam medo aos outros. São irônicos, secos e por vezes discretos

FILHOS DE OXUM

Oxum se aproxima da imagem que se tem de um rio, das águas que são seu elemento, aparência calma que pode esconder correntes, buracos no fundo, grutas – tudo que não é nem reto nem direto, mas pouco claro em termos de forma, cheio de meandros. Os filhos de Oxum preferem contornar habilmente um obstáculo a enfrentá-lo diretamente.
A imagem doce, que esconde uma determinação forte e uma ambição bastante marcante colabora a tendência que os filhos de Oxum te para engordar; gostam da vida social, das festas e dos prazeres em geral.
O sexo é importante para os filhos de Oxum. Eles tendem a ter uma vida sexual intensa e significativa, mas diferentes dos filhos de Iansã ou Ogum.
Os filhos de Oxum são mais discretos, pois, assim como apreciam o destaque social, temem os escândalos ou qualquer coisa que possa denegrir a imagem de inofensivos, bondosos, que constroem cautelosamente.
Na verdade os filhos de Oxum são narcisistas demais para gostarem muito de alguém que não seja eles próprios – mas sua facilidade para a doçura, sensualidade e carinho pode fazer com que pareçam os seres mais apaixonados e dedicados do mundo.
Verger define: O arquétipo de Oxum é o das mulheres mais graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras.
Até um dos defeitos mais comuns associados à superficialidade de Oxum é compreensível como manifestação mais profunda.

FILHOS DE IEMANJÁ

Os filhos de iemanjá se mostram mais diretos. São capazes de fazer chantagens emocionais, mas nunca diabólicas. A força e a determinação fazem parte de seus caracteres básicos, assim como o sentido da amizade e do companheirismo.
Como são pessoas presas ao arquétipo da mãe, a família e os filhos têm grande importância na vida dos filhos de Iemanjá. A relação com eles pode ser carinhosa, mas nunca esquecendo conceitos tradicionais como respeito e principalmente hierarquia.
São pessoas que não gostam de viver sozinhas, sentem falta da tribo, costumam por isso casar ou associar-se cedo.
Apesar do gosto pelo luxo, não são pessoas obcecadas pela própria carreira, sem grandes planos para atividades a longo prazo, a não ser quando se trata do futuro de seus filhos e entes próximos.
Mas nem tudo são qualidades em Iemanjá, como em nenhum orixá. Seu caráter pode levar o filho desse orixá a ter uma tendência a tentar concertar a vida dos que ao cercam – o destino de todos estariam sob sua responsabilidade. Os filhos de Iemanjá demoram muito para confiar em alguém, bons conhecedores que são da natureza humana. Quando finalmente passam a aceitar uma pessoa no seu verdadeiro e íntimo circulo de amigos, porém deixam de ter restrições, aceitando-a completamente e defendendo-a, seja nos erros como nos acertos, tendo grande capacidade de perdoar as pequenas falhas humanas.
Um filho de Iemanjá pode tornar-se rancoroso, remoendo questões antigas por anos e anos sem esquece-las jamais.

FILHOS DE OXALÁ

Oxalá é o pai dos Orixás e, por extensão, de toda a humanidade. Estabelece, pois, entre si e os outros, uma aura não de temeridade, mas sim de carinho. Os filhos de Oxalá, portanto, são pessoas tranqüilas, com tendência a calma, até nos momentos mais difíceis; conseguem o respeito mesmo sem que se esforcem objetivamente para obtê-lo. São amáveis e pensativos, mas nunca de maneira subserviente.
Sabem argumentar bem, são reservados, mas raramente orgulhosos. Seu defeito mais comum é a teimosia, será difícil convencê-los de que estão errados ou que existem outros caminhos para a resolução de um problema.
No Oxalá mais velho a tendência se traduz em ranzinzice e intolerância, enquanto no Oxalá novo tem um certo furor pelo debate e pela argumentação.
Fisicamente, os filhos de Oxalá tendem a apresentar um porte majestoso ou no mínimo digno, principalmente na maneira de andar e não na constituição física; não é alto e magro como o filho de Ogum, nem tão compacto como os filhos de Xangô. Às vezes, porém, essa maneira de caminhar e postar-se dá lugar a alguém com tendência a ficar curvado como se o peso de toda uma longa vida caísse sobre seus ombros, mesmo se tratando de alguém muito jovem

LENDA DE OXALÁ


Oxalá

"O grande Orixá", ocupa uma posição única. O mais importante Orixá e o mais elevado dos deuses yorubás . É o dono da argila e da criação, onde molda os seres humanos em barro.

Senhor do silêncio, do vácuo frio e calmo , onde as palavras não podem ser ouvidas. Por apreciar muito o vinho de palma, embriagando-se freqüentemente, perdeu a chance de criar a terra e tornou-se responsável pela moldagem das pessoas e ficou proibido de beber o vinho. Teimoso, às vezes passa por cima dessas regras. Pessoas com defeitos de nascença, provocados por ele, lhe pertencem. Ele as protege para se redimir. Muda de nome conforme a situação .

ARQUÉTIPOS



Os filhos deste Orixá são pessoas calmas e dignas de confiança. São dotados de grande sabedoria, pois estão sempre buscando os significados de tudo o que ocorre ao seu redor, não cansam de estudar e buscar o conhecimento, mesmo com a tendência de serem preguiçosos.

O trabalho braçal não os atrai, preferem buscar lugares onde possam colocar as suas idéias e projetos em atividade. São ótimos projetistas e organizadores. Seus principais defeitos são: preguiça, teimosia e lentidão. Por serem calmos, nunca se deve abusar da paciência, pois quando acaba...

LENDAS

Oxalá era um rei muito idoso que andava com dificuldade, apoiado em seu cajado, o opaxorô . Um dia, sentindo saudades do filho Xangô, resolveu visitá-lo. Como era costume na terra dos Orixás, consultou um babalaô para saber como seria a viagem. Este recomendou que não viajasse. Mas, como o Orixá teimasse em ver o filho, foi instruído a levar três roupas brancas e limo da costa (pasta extraída do caroço de dendê) e fazer tudo o que lhe pedissem. Com essas precauções, o Orixá partiu e, no meio do caminho, encontrou Exu elepô , dono do azeite-de-dendê, sentado a beira da estrada, com um pote ao lado. Com boas maneiras, ele pediu a Oxalá que o ajudasse a colocar o pote nos ombros. O velho Orixá, lembrando as palavras do babalaô , resolveu auxiliá-lo; mas exu elepô, que adora brincar. Derramou todo o dendê sobre Oxalá. O Orixá manteve a calma, limpou-se no rio com um pouco do limo, vestiu outra roupa e seguiu viagem. Mais adiante encontrou exu onidu , dono do carvão, e exu aladi , dono do Óleo do caroço de dendê. Por duas vezes mais foi vitima dos brincalhões e procedeu como da primeira vez, limpando-se e vestindo roupas limpas, continuando sua caminhada rumo ao reino de Xangô. Ao se aproximar das terras do filho, avistou um cavalo que conhecia muito bem, pois presenteara Xangô com o animal tempos atrás. Resolveu amarrá-lo para levá-lo de volta, mas foi mal interpretado pelos soldados, que julgaram-no um ladrão. Sem permitir explicações, eles espancaram o velho ate quebrar seus ossos e o arrastaram para a prisão. Usando seus poderes, Oxalá fez com que não chovesse mais desse dia em diante; as colheitas foram prejudicadas e as mulheres ficaram estéreis. Preocupado com isso, Xangô consultou seu babalaô e este afirmou que os problemas se relacionavam a uma injustiça cometida sete anos antes, pois um dos presos fora acusado de roubo injustamente. O Orixá dirigiu-se a prisão e reconheceu o pai. Envergonhado, ordenou que trouxessem água para limpá-lo e, a partir desse dia, exigiu que todos no reino se vestissem de branco em sinal de respeito ao pai, como forma de reparar a ofensa cometida. É por isso que em todos os terreiros do Brasil comemora-se as águas de Oxalá, cerimônia na qual todos os participantes vestem-se de branco e limpam seus apetrechos com profunda humildade para atrair a boa sorte para o ano todo.

Oferenda: Cangica branca, cocadas, flores brancas, mel, tudo enfeitado em uma bandeja com papel branco.

Local de Entrega: Na beira de água doce ou salgada.

Domínio: Cabeça, mente, cérebro, pensamento, harmonia, clareza, paz.

Responde com Oyá: pela verdades que devem ser mostradas.

Responde com Odé: pelas coisas difíceis de resolver e achar o caminho.

Responde com Oxum: pela união harmoniosa do mundo e do lar, pela prosperidade material.

Responde com Yemanjá: pelos pensamentos, problemas cerebrais, depressões, harmonia e diálogo em família, sócios, amigos, pela paz mundial e pela fartura espiritual.